Muitas cidades ou países apresentam uma malaise distinta. São lugares que podiam ser Portugal, de tão afundados numa dolorosa Saudade do passado, e onde cada tensão do presente é apenas a ponta de um iceberg que se explica em recuos sucessivos que podem ir até à origem das espécies, pelo menos. Esta nostalgia é muitas vezes apresentada como um diagnóstico, uma negação de um presente doloroso em oposição ao desejo de regressar a um passado glorioso.

Bombolini é um bêbado bastante inútil na pequena cidade italiana de Santa Vittoria nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. Quando chega a notícia de que o governo fascista se rendeu, ele sobe na torre de água para derrubar a bandeira. Depois que subiu fica com medo da altura e não consegue descer. Então alguém da multidão começa a gritar o seu nome para lhe dar confiança. O conselho fascista da cidade ouve isso e acredita que ele é o novo líder da cidade. Eles se rendem a ele e o transformam no novo prefeito. Ele assume o cargo e quando descobre que os alemães planejam ocupar sua cidade e tomar seu vinho (mais de um milhão de garrafas), ele cria um plano para esconder todas as garrafas.

Sobre o ar da Suíça, na parede de pedra e gelo conhecida como o Eiger, um escalador americano está a prestes a embarcar na mais perigosa e significante aventura que já empreendeu: uma tentativa para escalar a montanha lendária que levou a vida de seu pai. Contra um fundo de inigualável beleza natural, Os Alpes é uma história de vida e coragem. Uma jornada intensamente pessoal de um homem que tem toda razão para não escalar a Eiger, a montanha da morte, mas ele prefere escalar. Este filme celebra a beleza não superada dos Alpes e o espírito indomável das pessoas que vivem lá.

Em resposta ao discurso 'Europe is a Garden', este documentário desafia a persistente mentalidade colonialista, explorando as experiências de imigrantes em Portugal. Capturando as lutas que permeiam a cidade, busca também desconstruir a utopia da capital portuguesa. Esta obra não só dá voz ao debate, mas também tece uma narrativa que desafia preconceitos, promovendo uma reflexão crítica sobre a identidade nacional e os desafios compartilhados por todos.