Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Eloína dos Leopardos, Fujika de Halliday, Marquesa e Brigitte de Búzios são ícones da primeira geração de artistas travestis do Brasil. A partir de uma íntima relação com a diretora e com o teatro de sua família, importante palco na trajetória de todas elas, acompanhamos as personagens no processo de construção de um espetáculo que celebra seus 50 anos de carreira. O filme propõe a compreensão de suas vidas como obras de arte, mas também como ato político no Brasil de ontem e de hoje.

Hedwig, cantora de rock`n roll, nasceu homem e se chamava Hansel, cresceu com sua mãe na Alemanha Oriental e passou a maior parte de seu tempo ouvindo a Rádio das Forças Armadas Americanas. Quando tinha apenas seis anos, sua mãe, uma mulher amarga que dava aulas de escultura a deficientes, contou a ele uma história sobre a origem do amor. A história era baseada num mito grego segundo o qual, originalmente, as pessoas eram dotadas de dois pares de braços e de pernas, e de dois rostos. Acontece que os deuses temiam seu poder e, então, Zeus lançou um raio que dividiu as pessoas em duas e as condenou a vagar pela Terra procurando suas metades perdidas. O sentimento que se tinha ao encontrar a outra metade era o amor. Desse dia em diante, Hedwig decidiu que encontraria sua metade perdida.

Misto de ficção e documentário, o longa fala do Der Kreis, uma renomada comunidade de libertação gay, de Zurich, que floresceu em plenos anos 50. Ernst Ostertag e Röbi Rapp lutaram por seu amor, visto como tabu pela sociedade, com inspiradora coragem.